O governo Lula aposta na inabilidade política de parlamentares bolsonaristas para desmoralizar a CPMI do 8 de janeiro, caso seja instalada.
Deputados da base aliada com quem o Bastidor conversou, apostam que a postura agressiva de parte dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso tende a “fazer barulho nas redes”, mas não deve dar resultado prático contra o governo.
Citam como exemplo a sessão de terça-feira (11) da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, que recebia o ministro da Justiça, Flávio Dino.
Após gritos, ameaças e troca de acusações, a sessão foi encerrada de forma inesperada. “Infelizmente deputados extremistas adotaram uma sequência de atitudes ameaçadoras, ofensivas e agressivas, impedindo a realização de audiência”, manifestou-se Dino, que foi chamado de “fujão” pelos adversários.
O ministro foi à comissão esclarecer as mudanças do governo na política de controle de armas, as ações adotadas após os ataques golpistas do dia 8 de janeiro e a visita que fez ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
Saiu de lá sem responder a todos os questionamentos, já que em determinado momento os ataques de lado a lado impediram.
Se o cenário na CPMI for semelhante ao que ocorreu ontem, o governo avalia que sairá ileso na comissão que pretende investigar a sua suposta omissão no dia da barbárie golpista em Brasília.

