A articulação do governo tentará não se envolver nas disputas internas no União Brasil, que conta com três ministros. Dois deles devem sair do partido: Daniela Carneiro, do Turismo, e Waldez Góes, da Integração – que nem entrou direito, mas deve acompanhar o senador Davi Alcolumbre para um novo partido.

A ordem é observar e deixar a poeira baixar. Daniela Carneiro é a deputada federal campeã de votos no Rio. A lei, porém, permite que o União Brasil requeira seu mandato caso ela saia. É por isso que Daniela e outros aliados no estado acionaram a Justiça Eleitoral alegando perseguição.

O governo não pretende tirá-la do ministério, porque seu marido, o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, foi fundamental para a eleição de Lula com sua força na Baixada Fluminense. Daniela é da cota de Lula.

O União Brasil discorda. O presidente do partido, Luciano Bivar, afirma que Daniela só ganhou o cargo por acordo da legenda com o governo. Assim, se Daniela sair, o União Brasil vai pedir a Lula que entregue o Ministério a outro integrante do partido.

A avaliação é que, se o governo não se envolver na crise, o enfraquecimento do União Brasil pode fortalecer a base de apoio, ao migrar governistas para legendas que a articulação tem cortejado.