Deputados que agora compõem o superbloco formado por PP, União Brasil, Solidariedade, Avante, Patriota, PDT, PSB e a federação Cidadania-PSDB dizem que um dos objetivos do grupo é isolar o bolsonarismo do PL na Câmara.
Para isso, no entanto, vão precisar da colaboração do governo e da bancada do PT. É exatamente neste ponto que está a dificuldade.
A primeira medida, disse um deputado da base ao Bastidor, é evitar dar palco aos bolsonaristas no Congresso. Um exemplo é a coleta de assinaturas para a instalação da CPI das joias, feita por petistas. A iniciativa abre espaço para que aliados de Bolsonaro ganhem destaque.
Outro ponto diz respeito ao Palácio do Planalto, acusado de morosidade no atendimento a solicitações de parlamentares. Há relatos de chás de cadeira de ministros e de pedidos que sequer são analisados.
Com 173 deputados, o grupo foi uma reação ao bloco formado na semana passada por MDB, PSD, Republicanos, Podemos e PSC, que reúne 142 deputados.
A avaliação por ora é que o novo bloco, que tem como artífice o presidente da Câmara, Arthur Lira, tem potencial para colaborar com o governo. Mas o governo também terá de se ajudar.

