A CPMI do 8 de janeiro, que pretende investigar uma suposta omissão do governo Lula nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, mira o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Gonçalves Dias.
Os parlamentares que protocolaram o requerimento para a CPMI dizem que há dois episódios por onde as investigações devem começar.
O primeiro é um documento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, enviado a Dino no dia 7 de janeiro, em que relata intensa movimentação nos quarteis, com intenção de “tomar o poder” e de “impedir a instalação do comunismo no Brasil”.
O segundo é uma ordem do chefe do GSI para dispensar um pelotão de 36 homens do Batalhão da Guarda Presidencial 20 horas antes do atentado.
“Agora, é investigar qual foi a ação ou omissão dos ministros”, disse o deputado Filipe Barros, do PL, ao Bastidor.
Nos últimos dias, parlamentares da oposição têm reclamado de manobras do governo para impedir a abertura da CPMI. Como noticiou o Bastidor, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, avisou às lideranças do governo no Congresso que tentaria segurar a instalação da Comissão por dois meses.
O governo entrou em campo, como cobrava a bancada do PT, com ofertas de emendas e cargos. Assim, deputados que assinaram o requerimento da CPMI podem retirar o apoio às vésperas da primeira sessão do Congresso, marcada para a terça-feira, 18. A ação impediria a colheita de novas assinaturas. O caso pode parar no Supremo Tribunal Federal.

