Parlamentares do PL já não esperam do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participação ativa nas discussões sobre a oposição ao governo Lula no Congresso.

Nas reuniões que tem participado com integrantes da legenda, Bolsonaro prioriza assuntos que envolvem o seu futuro político: a possível inelegibilidade, o risco de prisão e as eleições municipais de 2024.

O ex-presidente já indica a dirigentes do PL os nomes que pretende apoiar no ano que vem. Em São Paulo, por exemplo, já garantiu a Ricardo Salles (PL) que estará ao seu lado contra Guilherme Boulos (PSOL) e o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB). O atual deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente enfrenta resistênciasno PL, já que uma ala defende compor com Nunes.

A deputados e senadores do PL, Bolsonaro apenas reforçou o pedido para irem adiante com a CPMI do 8 de janeiro, cujo requerimento deve ser lido na próxima semana. Este é um dos únicos assuntos que competem ao Congresso que o ex-presidente deve se manifestar, já que vê potencial de se beneficiar eleitoralmente.

Na Câmara e no Senado, o PL se prepara para se opor ao texto do novo arcabouço fiscal e dominar as narrativas das CPIs que estão na iminência de serem instaladas: das ONGs, do MST e do 8 de janeiro.

Bolsonaro mantém a intenção de rodar o país nos próximos meses e ensaia o discurso de perseguição política caso seja condenado pela Justiça Eleitoral.