De olho nas eleições municipais do ano que vem, o PL de Jair Bolsonaro faz um cálculo para aumentar o número de prefeitos filiados após 2024.

O partido trata como muito provável a inelegibilidade do ex-presidente, embora considere a prisão difícil. Os abalos na imagem de Bolsonaro, avalia a legenda, não serão suficientes para inviabilizar a força do bolsonarismo.

O plano leva em conta uma oposição ferrenha ao governo Lula no Congresso, já que parlamentares do PL planejam ser candidatos a prefeito por médias e grandes cidades.

O cálculo feito é que, dadas as dificuldades da gestão petista com o Congresso, Lula terá poucos avanços para apresentar no segundo ano do seu mandato. Como fará o papel de principal opositor do PT no Congresso, o PL acredita que será o maior beneficiado nas eleições municipais.

O partido considera vantajosa a manutenção da polarização entre Lula e Bolsonaro e faz de tudo para que o governo federal fique preso nas próprias turbulências e se desgaste nos próximos meses.

Além disso, mesmo que perca seus direitos políticos ou seja detido, Bolsonaro será usado pelo partido como um perseguido político, com força eleitoral, uma narrativa semelhante ao do PT com Lula durante a operação Lava Jato.