Após garantir o apoio da família Bolsonaro na disputa pela prefeitura de São Paulo no ano que vem, Ricardo Salles (PL) buscou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Tarcísio disse que o apoio virá caso Salles se viabilize como candidato.

Aí está o problema. O ex-ministro do Meio Ambiente enfrenta resistências do PL em São Paulo para ser o único nome da direita contra Guilherme Boulos (PSOL).

Uma ala do PL prefere apoiar a tentativa de reeleição de Ricardo Nunes (MDB), pois acredita que a cidade é mais progressista do que a candidatura de Salles é capaz de oferecer. A legenda comanda a secretaria de Meio Ambiente e duas sub-prefeituras.

Em 2022, Lula e Haddad venceram Bolsonaro e Tarcísio na cidade. “Eles têm uma visão de que candidatos de direita não têm chances”, disse Salles ao Bastidor. “Eu entendo o argumento, mas não é totalmente verdadeiro. O Doria foi eleito no primeiro turno [em 2016]”.

Para Salles, a eleição do ano que vem se dará ainda sob a polarização entre Lula e Bolsonaro e, por isso, a candidatura de Nunes é inviável.

“Ele não tem espaço para ir para o segundo turno. Eu tenho o apoio do Bolsonaro, o Boulos tem do Lula e ele (Ricardo Nunes) do (vereador) Milton Leite e do Temer”, cita Salles. Em seu raciocínio, Nunes tem o apoio mais fraco.

Na campanha, Salles diz que vai explorar a liderança de Boulos no movimento sem-teto e dizer que o que ocorre nas invasões do MST no campo, pode ocorrer na cidade de São Paulo se o deputado do PSol for eleito.