Mesmo em viagem à Europa, Lula acompanha as articulações em Brasília, não apenas para ter maioria na CPMI do 8 de janeiro, mas para ter o controle da presidência e da relatoria, como vem mostrando o Bastidor.

Um dos preferidos do presidente para comandar a investigação é o senador Renan Calheiros, que está com ele na viagem a Portugal e Espanha. Nesta articulação, se derem certas as conversas mantidas entre o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Arthur Lira, André Fufuca, líder do PP, fica com a relatoria.

Durante o aniversário do ex-presidente José Sarney, na segunda-feira (24) à noite, Padilha e Fufuca combinaram de conversar de maneira mais tranquila sobre a CPMI nos próximos dias. Fufuca tem dito a aliados que preferiria à presidência da comissão, mas diz estar aberto ao acordo para ficar com a relatoria.

A CPMI passou a ser prioritária para o governo, embora no início a tenha rejeitado. Antes, havia o temor de a comissão sequestrar as atenções da imprensa e da sociedade. Agora, há o temor de que a oposição bolsonarista sequestre a história da invasão dos golpistas ao Congresso Nacional, ao STF e ao Palácio do Planalto.