A oposição foi pega de surpresa com a manobra de Randolfe Rodrigues (REDE) que pode garantir uma cadeira a mais a aliados do governo Lula na CPMI do 8 de janeiro. O senador transferiu seu partido do bloco Democracia – formado por PSD, Podemos, MDB, União e PDT – para o Resistência Democrática, com PT, PSB e PSD.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), apresentou uma questão de ordem em que pede que seja mantida a proporcionalidade anterior, que dava ao governo uma cadeira a menos na composição da CPMI.

Marinho, agora, só vai indicar membros para a comissão após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), analisar a questão. Não está descartada a possibilidade de a oposição retardar a escolha de seus nomes, caso saia derrotada. Com isso, o governo ganha tempo.

Como mostrou o Bastidor, a CPMI passou a ser uma das prioridades dos aliados de Lula no Congresso, após diversas tentativas de esvaziar a comissão.

A bancada do governo defende que a CPMI ande no rastro das investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal. “Os fatos foram esclarecidos, agora serão publicizados”, disse um senador da base ao Bastidor.