O Bastidor adiantou que o governo e sua base aliada no Congresso pretendem dar um ritmo à CPMI do 8 de janeiro que siga o rastro das investigações da Polícia Federal. Os líderes do governo repetem que vão solicitar ao ministro Alexandre de Moraes o compartilhamento das informações do inquérito que está na Corte.

Por isso, a gestão petista considera viáveis – mas não certas – as convocações do ex-chefe do GSI de Lula, Gonçalves Dias, do general Augusto Heleno, do ex-ministro Anderson Torres e até do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Bolsonaro disse que, em caso de convite, ele comparecerá.

A base do governo, que fez uma cambalhota para garantir mais uma cadeira a aliados na CPMI, avalia como bravata as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre convocar e pedir a quebra do sigilo telefônico do presidente Lula.

Os parlamentares tomam como exemplo Bolsonaro, que não foi sequer convidado a ir à CPI da Covid, em 2021. À época, o senador Randolfe Rodrigues chegou a apresentar um requerimento para convocação do então presidente.

A base lulista e a oposição começaram a debater mais intensamente as possíveis indicações para a comissão, como mostrou o Bastidor.