A situação do ex-ministro Anderson Torres preocupa Jair Bolsonaro. Ele monitora o estado de espírito do aliado por contatos frequentes com seus advogados e com sua mulher, Flávia Torres. Não é amizade: Bolsonaro teme que Torres “quebre” e o envolva numa delação premiada.
Nesta quarta-feira (26), a defesa entrou com pedido de habeas corpus com o argumento de que Torres está em risco de cometer suicídio. Incluiu um laudo psiquiátrico e citou uma manifestação do Ministério Público na qual pede sua soltura e o cumprimento de medidas cautelares.
Ao buscar informações de seu ex-ministro e obter respostas sobre seu estado físico e mental, Bolsonaro ainda acredita que Torres se mantém firme em não o implicar em crimes – seja na articulação dos atos de ataque contra os prédios-sede dos Três Poderes da República, seja na redação da minuta do golpe.
Segundo relatos recebidos pelo ex-presidente, a saúde física e mental de Torres vem se degradando desde a prisão em janeiro. Mesmo antes de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negar a visita do deputado Capitão Augusto (PL-SP), o ex-ministro já havia dito à sua defesa que não quer receber visitas de políticos. Foi o que preocupou Bolsonaro.

