O ministro Dias Toffoli pediu nesta quinta-feira (27) para ser remanejado para a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Caso a mudança seja feita, ele ocupará a vaga que era de Ricardo Lewandowski, que se aposentou no início do mês.
A mudança foi vista nos bastidores como uma tentativa de reaproximação com o PT. Indicado pelo presidente Lula, em 2009, Toffoli teve uma atuação bastante próxima de Jair Bolsonaro, o que desagradou boa parte dos petistas.
No entanto, a alteração de turma, se ocorrer, não vai garantir a Toffoli a relatoria das ações que estavam sob responsabilidade de Lewandowski. Para isso, será preciso um novo sorteio das ações. Até que isso ocorra, o ministro Edson Fachin, continuará como relator substituto.
Em um despacho na última quarta-feira (26), a presidente do STF, ministra Rosa Weber, reforçou a manutenção de Fachin na relatoria da ação que envolve as denúncias feitas pelo advogado Rodrigo Tacla Duran, contra o senador Sergio Moro. (Leia a íntegra no fim do texto).
Para que Toffoli possa voltar à Segunda Turma (ele participava do colegiado antes de presidir o STF), será preciso consultar o desejo da ministra Carmen Lúcia. Pelo regimento do STF, ela tem preferência na escolha. Se ela desistir, o caminho ficaria aberto.
Outra movimentação é a possibilidade de Fachin pedir para ser incluído na Primeira Turma. Nessa condição, o futuro ministro escolhido por Lula ficará na Segunda Turma.

