Mesmo passada a eleição e no exercício de um mandato, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, continua leal a Jair Bolsonaro. É por isso que, sempre que alguém sugere que seja candidato à Presidência da República em 2026, sua primeira reação é dizer que se adaptou bem ao governo e tentará a reeleição.
Não é que não sonhe ou que não se sinta lisonjeado com os pedidos. A interlocutores, Tarcísio diz que se estiver elegível, é Bolsonaro quem terá a prerrogativa de concorrer de novo contra o presidente Lula nas próximas eleições.
Tarcísio, diz um interlocutor, só se permitirá especular de maneira mais realista sobre a possibilidade de disputar a presidência se Bolsonaro efetivamente estiver inelegível pela Justiça Eleitoral.
Há outro temor também. Ele não quer repetir o erro de seguidos tucanos – Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria – que perderam o apoio do eleitorado paulista por se interessarem demais pela Presidência.

