Grupos bolsonaristas no Telegram retomaram nesta quarta-feira aquela sincronia na divulgação de versões que caracteriza o movimento. A operação Venire, da Polícia Federal, fez com que os grupos, embora pareçam independentes, agissem em conjunto para divulgar quase ao mesmo tempo versões favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A quarta-feira (3) começou lenta, com os grupos dando ênfase ao conflito na Ucrânia e à suspensão da votação do PL das Fake News na Câmara. Desde as ações ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado e após o 8 de janeiro, os grupos bolsonaristas no Telegram reduziram o ritmo de postagens.

A tática mudou por volta das 9h, depois que já era de conhecimento geral que a Polícia Federal realizava a Operação Venire, contra o ex-presidente e ex-assessores.

Os grupos passaram então a divulgar notícias relacionadas à ação policial, sempre atacando a Polícia Federal, comparada à Gestapo, a polícia política nazista. Surgiram também vídeos em que Bolsonaro afirma não ter se vacinado.

Desde as eleições, o Bastidor mostra as atividades nessas comunidades, inclusive no dia dos atos que levaram à depredação das sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.