Dirigentes do PL discutiram se a defesa que têm feito de Jair Bolsonaro deve se estender a seus aliados presos na quarta-feira (3). As conversas foram feitas à revelia de bolsonaristas do partido.

O PL leva em conta a possibilidade de os advogados de Bolsonaro atribuírem a responsabilidade pela adulteração dos cartões de vacinação do ex-presidente e de sua filha, Laura, ao ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Além dele, a PF prendeu o policial militar e ex-segurança Max Guilherme Machado de Moura e o militar reformado e advogado Ailton Gonçalves Moraes Barros.

A parte do PL que não é bolsonarista tem dúvidas sobre até onde ir. A proximidade de Bolsonaro com os detidos deixa dúvidas sobre a posição que sua defesa adotará.

Até o momento, o PL defendeu Bolsonaro e ignorou seus assessores. Passadas mais de 24 horas da operação, Bolsonaro e seus filhos não citaram publicamente os aliados.

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, disse que Bolsonaro “é uma pessoa correta, íntegra” e que ficará provado que ele “não cometeu ilegalidades”.

O líder do partido na Câmara, Altineu Cortes, reforçou que o ex-presidente não se vacinou e, por defender essa condição, não precisaria adulterar seu cartão de vacina.

A tese do PL é que não havia interesse, nem necessidade, de Bolsonaro comprovar a vacinação, pois tinha passaporte diplomático; sua filha teria um atestado médico para não se imunizar contra a Covid-19, pois seria alérgica.