O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), confirmou nesta sexta-feira (5) que a manobra do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede), que garantiu mais uma cadeira à base aliada na CPMI do 8 de janeiro é legal. A informação foi antecipada pelo O Bastidor na semana passada.

A decisão é uma derrota para a oposição, já que a vaga seria ocupada pelo PL ou pelo Novo. O revés de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Senado se soma a outro na Câmara: por lá, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP), desconsiderou o Novo na distribuição de cadeiras e abriu espaço para a federação composta por PT, PCdoB e PV aumentar sua participação na CPMI.

A base mais fiel do governo Lula garantiu maioria na comissão, que tem 32 vagas. Serão indicados 16 senadores dos quais 12 devem ser aliados da gestão petista e outros 16 deputados. A oposição agora conta com os partidos como União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB para tentar fazer frente ao bloco governista.

Há divergências ainda sobre a data de instalação da CPMI. Na quinta-feira (4), em reunião com Pacheco e líderes, alguns senadores pressionaram para que a comissão já seja instalada na próxima semana. Há parlamentares, no entanto, que apostam na segunda metade do mês.

Antes da instalação, os partidos precisam definir os nomes que farão parte da CPMI. O Bastidor já mostrou aqui, aqui e aqui quem são os favoritos.