Um dos temas que serão levados ao presidente Lula em reunião com lideranças partidárias nos próximos dias é o que um deputado de um partido aliado chama de “gula do PT”.

Alguns deputados argumentam que o discurso da frente ampla foi deixado na campanha. Mesmo partidos que comandam ministérios reclamam de encontrar dificuldades para nomear aliados em postos-chave. Confirmada a vitória sobre Jair Bolsonaro (PL), Lula chegou a dizer que o governo não seria do PT.

A Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), apesar de vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços de Geraldo Alckmin (PSB), tem como presidente o petista Jorge Viana, uma escolha direta do PT e de Lula. O aliado de primeira hora de Alckmin, o ex-tucano Floriano Pesaro, ficou com a diretoria de gestão corporativa.

Outro exemplo é o Ministério de Minas e Energia, cedido a Alexandre Silveira, do PSD. Apesar do comando, o ministro não tem ingerência sobre a Petrobras – que tem Jean Paul Prates, do PT, na presidência – e nem na Itaipu Binacional, sob o comando do também petista Ênio Verri.

O mesmo ocorre na pasta das Comunicações, ocupada por Juscelino Filho, do União Brasil. Os Correios ficaram com o advogado e professor universitário Fabiano Silva, ligado ao grupo Prerrogativas, simpático ao PT.