Assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim viaja para a Ucrânia nesta quarta-feira (10). Vai encontrar Volodimir Zelenski, que vinha cobrando do Brasil um encontro desde a ida do auxiliar do presidente brasileiro a Moscou, no mês passado.
A promessa de ir a Kiev surgiu durante a viagem de Lula a Lisboa, quando o presidente autorizou o ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral) e o embaixador Raimundo Carreiro a receber um grupo de ucranianos, que reivindicava o encontro. Eles entregaram-lhes uma carta e relataram sua versão da invasão russa.
O encontro serviu, na ocasião, para evitar que os ucranianos no país se unisse à extrema-direita em manifestação contra a presença do presidente brasileiro em Lisboa. Funcionou. A participação deles nos protestos foi residual.
No encontro, Macêdo explicou aos ucranianos que o Brasil não estava do lado da Rússia e compreendia a defesa do território pela Ucrânia, mas que seu país queria alcançar o cessar-fogo para que somente depois se discutisse, “sem armas nas mãos”, eventuais punições e os limites territoriais.

