A primeira-dama Janja da Silva é uma das principais opositoras da presença dos militares no governo e até na segurança de Lula. Foi contra até mesmo a manutenção de um militar à frente do Gabinete de Segurança Institucional.

Ela é apontada como uma das principais incitadoras da disputa entre a Polícia Federal e o GSI para garantir a segurança do presidente. Foi Janja que garantiu a autorização do presidente para que Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República, tocada por policiais federais, abrisse um escritório em São Paulo, onde ficam as residências pessoais de Lula e do vice, Geraldo Alckmin.

A secretaria tem validade: 30 de junho. Mas Janja tem defendido ao presidente que mantenha o órgão em caráter permanente, daí a ideia da abertura do escritório. O novo chefe do GSI, o general Marcos Antonio Amaro dos Santos, ou só general Amaro, já declarou que o trabalho voltará aos militares. Se depender da primeira-dama, não.