O ministro Alexandre de Moraes determinou a soltura do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, também ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro. A ordem foi assinada na tarde desta quinta-feira (11). Torres terá de usar tornozeleira eletrônica e fazer visitas semanais à Vara de Execuções Penais, em Brasília.
Torres foi preso, suspeito de facilitar a ação dos golpista em 8 de janeiro. Sua situação piorou porque a Polícia Federal encontrou em sua casa uma minuta de decreto, que previa a instalação do estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Era a minuta do golpe.
No decorrer desses meses, a defesa pediu que Torres fosse solto porque estava em depressão. A Procuradoria-Geral da República concordou, mas ambos foram ignorados por Moraes, que considerava ainda haver risco para a investigação.
Nesta quinta, Moraes decidiu pela soltura. Entre os motivos, afirmou que a detenção não é mais necessária porque Torres não tem mais como atrapalhar a investigação.
Veja abaixo as restrições que Torres terá que cumprir:
- Proibição de sair do Distrito Federal e recolhimento domiciliar à noite, com monitoramento por tornozeleira eletrônica;
- Afastamento do cargo de delegado da Polícia Federal;
- Obrigação de se apresentar em 24 horas à Vara de Execuções Penais do DF e comparecimento semanal às segundas-feiras;
- Proibição de sair do país, com entrega de passaporte;
- Cancelamento de passaportes;
- Suspensão do porte de armas, incluindo a arma funcional;
- Proibição de uso de redes sociais;
- Proibição de se comunicar com outros investigados, por qualquer meio.
Leia abaixo a íntegra da decisão de Moraes:

