A ausência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de Arthur Lira, ambos em viagem, prejudicou o avanço para um acordo na Câmara pelo relator Claudio Cajado (PP-BA), que pretendia entregar seu texto do novo arcabouço fiscal nessa semana.
Haddad fez falta para segurar seu PT e outros partidos de esquerda, que querem ampliar os gastos e mudar, inclusive, o texto enviado pelo governo. Faltou Lira para articular um termo com os partidos da oposição, que querem estabelecer punições legais ao presidente da República caso seu governo não cumpra as metas.
O ponto para a oposição é: embora sem consequências legais, o projeto enviado pelo governo prevê consequências políticas, como gatilhos automáticos para a redução dos gastos e explicações ao Legislativo. Uma parcela acha pouco.
O ponto para o PT e para as legendas à esquerda é: quando houver crescimento, em vez de pagamento da dívida, a diferença deve ir para saúde e educação.
Cajado espera entregar seu texto na terça-feira (16). Ainda que difícil, o governo conta com que, tão logo seja apresentado o relatório, a Câmara aprove o requerimento de urgência e, no dia seguinte, o projeto seja votado.

