Partiu do general Mauro Cesar Lourena Cid a decisão para a troca da defesa do filho, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. Saiu o advogado Rodrigo Roca, entrou Bernardo Fenelon, um especialista em delação premiada.
Lourena Cid estava irritado com o que vinha considerando um abandono de seu filho por parte de Jair Bolsonaro. Inicialmente, a avaliação dele, segundo seus interlocutores, era de que Roca, por conta de sua proximidade com a família do ex-presidente, protegeria seu filho. Mas não foi o que sentiu.
Segundo interlocutores do general, ele estava percebendo que o advogado estava mais preocupado em preservar o ex-presidente do que em defender seu filho.
A prisão de Mauro Cid marcou o afastamento do general, um colega de turma de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras. Ele, inclusive, entrou para a reserva em 2019 para ganhar um cargo dos mais disputados, o comando do escritório da Apex em Miami.
Cid foi preso pela Polícia Federal durante a operação Venire, no início do mês. Ele é suspeito de fazer parte de um grupo que inseriu informações falsas no ConectSUS para fraude dados de vacinação da família e de Bolsonaro.

