Não foi o único motivo, mas pesou para a exclusão de Lindbergh Farias do time de deputados que vão participar da CPMI do 8 de janeiro uma disputa no PT do Paraná. Os nomes dos petistas que vão compor a comissão foram divulgados na quinta-feira (11) pelo líder da bancada, Zeca Dirceu.

A versão oficial é que as críticas de Lindbergh à proposta do novo arcabouço fiscal fizeram a bancada e o governo excluírem o nome do deputado. A justificativa foi considerada fraca, já que o deputado não foi o único no partido a se opor ao texto.

Segundo petistas ouvidos pelo Bastidor, um motivo está nas divergências no PT no Paraná. O presidente estadual é Arilson Maroldi Chiorato, ex-assessor da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, namorada de Lindbergh (que é deputado eleito pelo Rio). Também paranaense, Zeca Dirceu, exerce influência sobre outros grupos locais, que não o de Gleisi.

Também não ajudou Lindbergh o fato de ser da Resistência, corrente minoritária no PT, enquanto Zeca pertencer à Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior do partido. Por fim, no início do ano, os dois disputaram a liderança na Casa.

Não se descarta, como uma espécie de prêmio de consolação, a participação de Lindbergh na CPI do MST. Para a CPMI do 8 de janeiro, a federação composta por PT, PCdoB e PV optou Rogério Correia, Rubens Pereira Jr, Arlindo Chinaglia, Carlos Vera, a delegada Adriana Accorsi e Jandira Feghali.