Se depender de Arthur Lira, toda a articulação que o governo precisar será tratada diretamente com Lula, com Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e, se o assunto for econômico, com Fernando Haddad (Fazenda). O presidente da Câmara não quer saber do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Na viagem a Nova York, Lira narrou a interlocutores uma conversa recente com Costa na presença do presidente Lula. No encontro, Lira reclamou de acordos não cumpridos e ouviu de Costa que “acordo a gente cumpre quando dá”.
Lira não gostou. Lula se calou. Na avaliação de Arthur Lira acordo se cumpre. O contrário disso é arrogância, “e o Congresso pune governos arrogantes”. Para o presidente da Câmara, depois que se aperta a mão, se cumpre.
Ainda na conversa, o presidente da Câmara afirmou que o novo arcabouço fiscal vai passar sem dificuldade. E que todas as eventuais mudanças no texto serão negociadas diretamente com Haddad.
Mas disse que, nos próximos projetos de interesse do governo, a articulação vai precisar fazer mais. Um novo atrito estará contratado se o governo, em vez de pagar as emendas como combinado, regular a liberação na medida de votos que recebe.

