Um integrante do Chega, partido de extrema direita portuguesa, inventou e divulgou nas redes sociais que a primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, teria sido prostituta de luxo. A falsidade ganhou repercussão e mereceu um desmentido no telejornal de maior audiência do país.
Mesmo assim, Luc Mombito, que tem cargo na direção do Chega, manteve a publicação. Para piorar, falsificou o selo de mentira da informação, colocando “verdadeiro, mas”, como se houvesse havido apenas um mal-entendido.
O político afirmou que (o falso) “passado” de Janja justificou a condecoração concedida a ela pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. No mesmo post, ele chama o presidente Lula de “ladrão do Lava Jato”.
O Chega é um partido de extrema direita, que defende políticas contra a imigração, contra ciganos e favoráveis a leis que sigam preceitos religiosos, entre outras.
Era justamente para um evento do Chega que Jair Bolsonaro viajaria a Portugal no início de maio. Ele cancelou a presença depois da operação da Polícia Federal em sua casa, na qual o ministro Alexandre de Moraes solicitou a apreensão do passaporte do ex-presidente.
O Itamaraty não se pronunciou até o momento.


