Em duas semanas expiram medidas provisórias editadas nos primeiros dias de Lula na presidência – entre elas, a que organiza seu governo, com a criação de ministérios. O relator é o deputado Isnaldo Bulhões, do MDB de Alagoas.
Líder da bancada do MDB na Câmara, Isnaldo conseguiu a proeza de manter boa interlocução com o senador Renan Calheiros e com Arthur Lira, das inimizades mais rancorosas da política.
Ele já avisou seus colegas que fará mudanças na medida provisória. Foi a condição que encontrou para impedir que mais de uma centena de emendas fossem apresentadas durante a análise.
A iniciativa é ótima, acreditam interlocutores do governo. O que eles não sabem é que outros líderes têm incitado o relator a esvaziar os poderes de Rui Costa na Casa Civil, distribuindo a outros ministérios atribuições relevantes do ministério. E ele avalia seriamente atender.
Dois exemplos sobre como poderia “baixar o topete do ministro”: tirar-lhe a coordenação do programa de Parcerias Público Privadas para Investimentos (PPI) e a coordenação das ações de infraestrutura.
Os dois programas envolvem dinheiro e políticas de impacto. Uma das sugestões é que Isnaldo Bulhões os coloque no Planejamento, de Simone Tebet, ou Fazenda, de Fernando Haddad, que são mais queridos.

