O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), recebeu elogios de parte da bancada do PL sobre sua capacidade de diálogo e o perfil solícito durante as discussões em torno do texto do novo arcabouço fiscal.
A exaltação ao ministro veio do líder do partido na Câmara, Altineu Cortes, e da ala não bolsonarista, que busca uma aproximação com o governo.
O motivo, diz um parlamentar, é mostrar à gestão petista que há espaço para diálogo até no partido de Bolsonaro. O governo federal prometeu liberar emendas para quem votar a favor dos seus interesses. Dos 99 deputados do PL, até 30 devem apoiar a nova regra fiscal.
Os elogios de parte do PL a Haddad contrastam com as críticas que o ministro recebe do PT e aliados de esquerda. Nem o respaldo do presidente Lula (PT) ao texto impediu que deputados petistas questionassem pontos do relatório de Cláudio Cajado (PP-BA).
Um dos questionamentos da bancada do PT leva em conta a inclusão do piso da enfermagem e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) no limite de gastos.
Já a maioria do PL considera brandas as punições ao governo federal em caso de descumprimento da meta. Quer, de alguma forma, a criminalização do presidente.

