Partidos de oposição formalizaram a indicação de seis nomes para compor a CPI das ONGs, que já pode ser instalada no Senado. A comissão terá 11 membros titulares e sete suplentes. A maioria é bolsonarista e da bancada ruralista.

O bloco composto por MDB, União, PSDB, PDT e Podemos terá Plínio Valério (PSDB-AM), que é o autor do requerimento, Márcio Bittar (União-AC) e Styvenson (Podemos-RN) no colegiado. Os suplentes serão Oriovisto (Podemos-PR), Professora Dorinha (União-TO) e um senador a definir.

O PP e o Republicanos escolheram Dr. Hiram (PP-RR) como titular e Tereza Cristina (PP-MS) como suplente.

Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o Novo decidiram por Zequinha Marinho (PL-PA) e Jaime Bagatolli (PL-RO) como titulares e ainda definirão o suplente.

A base governista (PT, PSD, PSB e Rede), como mostrou o Bastidor, tem os seus favoritos para fazer parte do colegiado, mas estuda segurar as indicações de quatro titulares e dois suplentes para atrasar a abertura da CPI. A manobra não impede a instalação, já que a maioria dos integrantes foi formalizada.

O objetivo da CPI é investigar a atuação de ONGs internacionais na Amazônia e sua relação com o governo. Parlamentares que apoiam a abertura da CPI citam interesses dos Estados Unidos, da União Europeia e de George Soros na atuação das ONGs e citam o Fundo Amazônia como exemplo.

Os focos citados pelos parlamentares são temas frequentes de teorias da conspiração e fake news distribuídas em redes sociais. Também são temas históricos de falas do ex-presidente Jair Bolsonaro e militares.