A busca e apreensão que a Ferbasa, empresa do setor de mineração da Bahia de capital aberto, e a Fundação José Carvalho – que possui o controle da companhia – sofreram no final do ano passado pode ser anulada nos próximos dias. O motivo é a entrada de um advogado no caso que tem uma estreita relação com o desembargador que relata o processo.
Trata-se de advogado Marcelo Zarif, que pediu para entrar no caso defendendo a fundação após a busca. Ele é amigo do desembargador Manoel Carneiro Bahia, da 2ª Câmara Cível do TJBA. Sua esposa, a desembargadora Silvia Zarif, que chegou a presidir o tribunal, teve como juiz substituto o próprio Manoel Bahia. E ela, junto com o marido Marcelo Zarif, foram os principais cabos eleitorais quando ele se candidatou ao cargo de desembargador.
A busca e apreensão ocorreu por conta de uma ação cautelar que questiona o controle societário e a falta de transparência de documentos das duas instituições. O caso deve ser julgado pela Câmara Cível e a entrada do advogado na causa gera desconforto entre outros desembargadores que vão julgar a ação junto com Manoel Bahia.
O desembargador e o advogado foram procurados pelo Bastidor para comentarem o caso, mas não responderam.

