A ordem no governo é bater bumbo para a vitória na votação da urgência do novo arcabouço fiscal, com mais votos que o esperado. Até o PL de Jair Bolsonaro ajudou: um terço de sua bancada votou a favor do requerimento (29 de 95). Ao todo, foram 367 votos a favor e 102 contra.

Mas a verdade, vem informando o Bastidor, não é bem essa. Já havia a disposição do Congresso para aprovar a urgência e, adiante, o texto do marco fiscal com rapidez. Ainda que haja pressão da oposição para incluir até o afastamento de Lula no texto, caso não se cumpram as regras previstas no projeto, dificilmente haverá algum revés.

Para reforçar o discurso da vitória, Lula pediu que a bancada do PT não apresente emendas ao projeto. Há gente no partido insatisfeita com a proposta, que acha que o projeto limita gastos necessários para o governo.

Outro projeto que o governo vai bater bumbo como seu e que espera vota ainda este ano é a reforma tributária. Mas, segundo diz e repete Arthur Lira, o projeto é do Congresso.