Na disputa entre Ibama e Petrobras sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas, Lula está inclinado a ficar do lado da Petrobras. Confirmado o posicionamento do presidente, ganha o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, e perde a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Antes de se posicionar, Lula vai encontrar os envolvidos nesta terça-feira (23), quando estará de volta ao Brasil da sua viagem ao Japão para reunião do G7. Durante a viagem do presidente, Randolfe deixou a Rede, partido de Marina, depois que o Ibama rejeitou o licenciamento ambiental para a exploração de petróleo na região, que fica no litoral do Amapá, base eleitoral do senador. Disse o órgão que faltaram documentos que comprovem a Seguranca da atividade; a estatal nega.

Lula tem em mãos documentos do Ministério de Minas e Energia que apontam que a região seria capaz de fornecer, no mínimo, 10 bilhões de barris de petróleo. Como comparação, o pré-sal tem 12 bilhões de barris.

Para Marina, pode ser como uma reprise de sua disputa com Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia, que lutava para obter a aprovação de hidrelétricas no Rio Madeira. Na ocasião, em 2008, ela se demitiu e causou constrangimento internacional ao presidente Lula, que estava em viagem à Europa para defender as políticas ambientais do Brasil.