Passada a reunião desta terça-feira (23) na Casa Civil para tratar da pendenga entre Ibama e Petrobras, a vitória da batalha —e não da guerra— foi de Marina Silva. Ficou decidido que a Petrobras terá de provar que as perfurações para estudos na bacia da foz do rio Amazonas podem ser feitas sem riscos. Foi o que decidiu o Ibama. Mas, apesar da vitória, o encontro não passou sem broncas.
Lula terceirizou, por meio do chefe da Casa Civil, Rui Costa, a reclamação de que, apesar de a Petrobras ter de apresentar o que o Ibama exige, o órgão não deveria ter tornado pública a decisão antes de procurar a estatal para encontrar uma solução para o impasse.
Segundo um auxiliar do presidente, Lula ficou irritado com a dimensão pública que o caso tomou. Para ele, o governo precisa evitar jogar o público contra agentes do próprio governo. Foi o que a ministra do Meio Ambiente e o Ibama fizeram. O petista não esquece a história dos dois.
Como o Bastidor informou, o Congresso prepara uma rasteira em Marina Silva, tirando-lhe poder. Há a percepção, já dita a interlocutores do governo, que Lula errou ao colocá-la à frente do Meio Ambiente. Era uma crise contratada.
Políticos e assessores, no entanto, ignoram que o presidente precisava colocar um nome com credibilidade internacional no meio ambiente após a devastação provocada por Jair Bolsonaro.

