No encontro com Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e Arthur Lira, presidente da Câmara, e líderes de bancadas do Congresso e empresários na terça-feira (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ouviu calado algumas reclamações sobre a interlocução do governo com o Congresso.

O principal pedido é que o presidente que defina quem pode falar em seu nome. Atualmente, ninguém fala porque tudo pode mudar ao mesmo tempo que muitos falam: o próprio Haddad, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa, o menos querido de todos.

Na frente dos empresários, os políticos disseram que Rui Costa sabota Padilha ao travar as nomeação de aliados e até a liberação de dinheiro. Reclamaram que a falta de alguém para “apertar a mão” e cobrar depois prejudica a articulação com o Congresso.

Deixaram claro que consideram que Rui Costa não sabe lidar com os parlamentares, que não os recebe e, quando os recebe, lhes oferece um chá de cadeira.

O pedido é para que Lula delegue e permita que Padilha faça acordos e os honre, como ocorre com Haddad na Fazenda, onde Rui Costa não pode se intrometer.

Lembraram que , nos dois primeiros mandatos de Lula, apertar a mão de José Dirceu era como apertar a mão do próprio presidente. Também depois com Jaques Wagner, que assumiu a articulação quando Dirceu caiu em desgraça. Haddad prometeu levar tudo a Lula.