O senador Randolfe Rodrigues, que está sem partido desde que deixou a Rede, enfrenta resistência para se filiar ao PT. O caminho seria natural, já que é líder do governo Lula no Congresso e já foi filiado ao partido.

Publicamente, o senador Jaques Wagner (PT-BA) convidou Randolfe para o PT, mas parte da bancada do partido não quer dividir espaço e protagonismo com ele.

A ida de Randolfe ao PT poderia fortalecer o partido no Amapá. O governo do estado, Clécio Luís, é do PDT, os outros dois senadores são Davi Alcolumbre, do União Brasil, e Lucas Barreto, do PSD. A bancada de oito deputados federais é de PDT, PL e MDB. Em 2022, Jair Bolsonaro (PL) teve mais votos que Lula (PT) entre os amapaenses.

Randolfe foi aconselhando a ir para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin. O partido conta com quatro senadores: Jorge Kajuru, Flávio Arns, Chico Rodrigues e Ana Paula (suplente do ministro da Justiça, Flávio Dino). Randolfe tem evitado dar pistas sobre seu destino.

A saída do senador da Rede tem a ver com o desentendimento com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP). A última questão entre os dois foi o fato de Randolfe defender a exploração de petróleo na foz do rio Amazonas e a ministra ser contra.