Arthur Lira aproveitou a votação do arcabouço fiscal para saber o tamanho de sua bancada na Câmara e da direita radical, com quem sabe não poder contar. Ele já havia contabilizado, na votação do saneamento, os votos do governo. Gostou do resultado da conta.
A direita radical tem, segundo seus cálculos, cerca de 100 deputados. Há gente do PL, mas também do Republicanos e do União Brasil. Já o governo, 120, que estão também em partidos de centro.
Lira conta como seus entre 250 e 300 deputados, capazes de travar qualquer pretensão do governista, como demonstrou nas mudanças na medida provisória que organizou a estrutura do Ministério de Lula (aqui, aqui e aqui) e sepultou as pretensões de se alterar o marco do saneamento.
Interpretou-se inicialmente que a criação dos blocos lhe tiraria poder, mas isso não se confirmou. Portanto, nem governo, nem os saudosos da gestão de Jair Bolsonaro conseguem emplacar nada sem se sentar para conversar com o presidente da Câmara.

