Deputados da base governista na CPMI do 8 de janeiro buscam registros financeiros que liguem parlamentares bolsonaristas a investigados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

Cinco nomes já surgiram em requerimentos protocolados na comissão: o do senador Carlos Viana (Podemos-MG) e os dos deputados federais Bibo Nunes (PL-RS), Otoni de Paula (MDB-RJ), Igor Timo (Podemos-MG) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Eles não fazem parte da CPMI.

No caso de Viana, foi identificada uma doação para a sua campanha em 2022, quando foi candidato ao governo de Minas Gerais, de um investigado por financiar os atos antidemocráticos. A deputada Duda Salabert (PDT-MG) pediu a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Bruno Marcos de Souza Campos.

A parlamentar também pede a quebra dos sigilos de Tatiane da Silva Marques, que participou dos ataques e recebeu R$ 5 mil de Bibo Nunes durante a campanha eleitoral. Outro requerimento diz respeito a Robson Barbosa da Silva, que recebeu R$ 3.500 de Otoni de Paula no pleito do ano passado.

O caso se repete com Timo e Abi-Ackel. O primeiro pagou R$ 1.200 a Luiz Fernando de Sousa Alves, enquanto o segundo desembolsou R$ 1.000 a João Antonio Pereira. Eles também participaram do vandalismo no 8 de janeiro.

A deputada diz ter identificado, ainda, outras ligações financeiras de candidatos que não foram eleitos com envolvidos nos atos terroristas. Ao todo, Duda apresentou 19 requerimentos que serão votados a partir da próxima quinta-feira (1), após a relatora da CPMI, Eliziane Gama (PSD-MA), apresentar o plano de trabalho.

Leia os documentos: