Parlamentares da base e da oposição travam uma disputa na CPMI do 8 de janeiro sobre quem deve ser o primeiro a depor na comissão. Na próxima terça-feira (6), a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) apresenta o seu plano de trabalho com sugestões para as primeiras sessões.
Os primeiros depoimentos são tratados com prioridade pelo potencial que têm de definir as linhas de investigação do colegiado. Por ora, despontam como os mais cotados o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe do GSI, general Gonçalves Dias. Os dois primeiros estão presos.
A situação de Dias foi agravada após parlamentares receberem documentos que mostram uma adulteração feita pelo GSI em um relatório. Numa versão não consta que o general foi informado dos riscos da invasão dos prédios públicos dias antes.
Outra versão do documento continha o trecho em que Dias foi avisado sobre as ameaças de vandalismo. A possível omissão – culposa ou dolosa – de integrantes do governo Lula é uma das apostas da oposição na CPMI.
Ao todo, já são mais de 600 requerimentos a serem votados. O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), é um dos personagens mais requisitados na CPMI pelos bolsonaristas. Do lado governista, o campeão é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Se ocorrer, seu depoimento será na reta final da comissão.
Na terça, também será definida o número de sessões que a comissão terá por semana. Há um acordo para que sejam duas reuniões.

