Durante reunião de líderes nesta segunda-feira (5), o nome de José Guimarães, líder do governo na Câmara, apareceu como alternativa para substituir Rui Costa na Casa Civil. Presente, Guimarães sorriu amarelo, dizendo que criariam intriga. Na mesma reunião, tratou-se da convocação do ministro para se explicar na casa.
Citado de forma negativa em 90% das conversas no Congresso, recentemente Rui Costa tentou iniciar um movimento para conter a indisposição dos deputados com a sua presença no governo. Ontem, pouco antes do encontro dos líderes, recebeu integrantes do PSD do Distrito Federal no seu gabinete no Palácio do Planalto.
Queria desfazer mal-entendidos sobre suas falas sobre Brasília. Mais ainda. Queria deixar claro que não partiu dele a ideia de tungar o Fundo Constitucional do DF, como acreditam o governador Ibaneis Rocha e até lideranças petistas da capital.
A mudança na regra do fundo está no projeto do novo arcabouço fiscal. Circulou na bancada do DF o levantamento de que, se o novo modelo passar, serão perdidos em dez anos 87 bilhões de reais que bancam a Segurança Pública e parte da Saúde e da Educação.
Ele não disse com todas as letras, mas sugeriu que a responsabilidade foi única e exclusiva do relator, deputado Claudio Cajado, do PP da Bahia. É o mesmo partido da vice-governadora Celina Leão. Disse ainda que, se for para ficar tudo bem, o governo trabalhará no Senado para voltar ao que era antes.
Não funcionou. “A batata já assou”, diz um deputado que estava no encontro.

