A partir desta semana, o Banco Central e sua política de juros voltarão a ser alvo das críticas de Lula. O motivo: para os próximos dias são esperadas uma queda na inflação e a aprovação do arcabouço fiscal.
O presidente fará pressão sobre o BC, a quem cabe definir a taxa Selic, e que, na próxima semana, reúne seu Comitê de Política Monetária. Lula espera obter alguma vitória, com uma eventual queda nos juros. Hoje a taxa está em 13,75%.
Confirmada a redução, ainda que pequena, Lula poderá dizer que o movimento é fruto do trabalho de seu governo e da pressão da sociedade, mobilizada por ele. Se não houver alteração na Selic, o presidente acusará o chefe do Banco Central, Roberto Campos Neto, de atuar para sabotar seu governo, já que indicadores econômicos, como inflação, estão em tendência melhora.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) vai se reunir nesta semana com senadores para pedir que não se mexa no texto do arcabouço fiscal. Do contrário, o projeto precisará voltar para a Câmara. É tudo o que não quer o governo.

