O governo Lula tentou uma nova aproximação com o Republicanos a partir da exigência do União Brasil de substituir a ministra do Turismo, Daniela do Waguinho – que vai deixar o partido -, por Celso Sabino (União Brasil-PA). Não deu certo.
As últimas conversas foram encabeçadas pelo prefeito de Belford Roxo, Waguinho, marido de Daniela, que deixou o União Brasil e se filiou ao partido. Deputados do Republicanos que mantêm diálogo com o governo também já tentaram uma aproximação maior de toda a bancada com o Palácio do Planalto, mas ainda sem sucesso.
A articulação política chegou a sinalizar um apoio a Marcos Pereira, que comanda o partido, na eleição para presidente da Câmara em 2025. É justamente no deputado que esbarram as tentativas de tornar o Republicanos base do governo.
Por ora, a ordem na bancada é manter uma posição de independência – nem oposição, nem base – com a liberdade de os deputados isoladamente buscarem o governo ou não.
Com o fracasso nos contatos, o governo deve atender o desejo do União Brasil e trocar a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, pelo deputado Celso Sabino. Falta acertar se o ministério irá de porteira frechada, ou seja, com o controle também da Embratur, hoje comandada pelo neopetista Marcelo Freixo.
Ao menos foi o que recomendou a maioria dos deputados petistas que temem retaliações do aliado. O União Brasil, por outro lado, desconfia que pode levar uma rasteira do governo.
O adiamento da demissão tem dois principais fatores: a busca por um novo cargo a Daniela e a pressão que o governo sofrerá para trocar também o presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT-RJ).

