Nas últimas conversas que tiveram com integrantes do governo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento, reforçaram que é preciso mudar o ministério da Saúde. Disseram isso separadamente ao presidente Lula e aos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).

Não é novidade a pressão do Centrão sobre a titular da pasta, Nínsia Trindade. O Bastidor (aqui e aqui) já tratou do assunto. A insatisfação também se estende a petistas no governo e no Congresso. Todos querem acesso ao maior orçamento do governo, de R$ 183 bilhões.

Ao Palácio do Planalto foi dada a sugestão de substituir Nísia, ex-presidente da Fiocruz, por um nome capaz de unir “conhecimento técnico com capacidade política”. O PP de Lira sugere o ex-deputado Dr. Luizinho, secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro

As principais reclamações contra Nísia envolvem dinheiro. Deputados dizem que na gestão dela sobram decisões técnicas, mas falta sensibilidade política. Tradução: a ministra leva em conta leva em conta planejamento, não o lobby de parlamentares ávidos por dinheiro público.

Lula descartou a mudança no ministério por ora, mas foi informado pelo próprio Lira que para contar com a maioria do PP na base do governo, só cedendo uma pasta do tamanho da Saúde.