Bastou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, anular todas as provas da operação Lava Jato contra o operador Rodrigo Tacla Duran, que o PT correu para marcar uma audiência pública para ele falar. Será na segunda-feira, 19, na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara.

O convite a Duran já havia sido aprovado na comissão, como noticiou o Bastidor, mas a data não havia sido marcada porque o advogado, que era considerado foragido, poderia ser preso quando desembarcasse no Brasil. Tacla Duran fugiu para a Espanha durante a Lava Jato.

O advogado é apontado pelas investigações da Lava Jato como doleiro de empreiteiras ligadas ao esquema de cartel que combinava preços de obras públicas. Duran representava algumas dessas companhias, como a Odebrecht e a UTC, até que fugiu para a Espanha, pois tem dupla nacionalidade.

Antes de anular as provas, Toffoli já havia concedido um habeas corpus para Duran depor na comissão. Os petistas querem que o advogado trate das supostas extorsões que teria sofrido do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol. Desde 2017, Tacla Duran promete entregar provas da acusação.