Um verbo usado por Lula na reunião ministerial desta quinta (15) chamou a atenção de integrantes do governo: intervir. O presidente afirmou que isso acontecerá caso os ministérios não atendam às demandas do Palácio do Planalto.

O recado foi claro. Quem não nomear indicados por aliados sofrerá reprimenda pública, o que politicamente é sinal de desprestígio, ou poderá ser demitido numa futura reforma ministerial.

Lula ficou muito incomodado em saber que há cerca de 400 nomes à espera de nomeações. Alguns deles esperam há três meses porque os ministros não avançaram com as demandas. Rui Costa, chefe da Casa Civil, tratou logo de avisar que não é seu ministério quem está travando a engrenagem.

Para ele, falta compreensão política por parte de alguns ministros, de que o governo precisa compor com o Congresso para garantir que os projetos de seus interesses avancem.

É a terceira reunião ministerial. E é a terceira vez que Lula pede a colaboração de seus ministros, seja para cobrar fidelidade de suas bancadas, seja para não travarem indicações.

Bastidor informou recentemente que uma das campeãs de reclamação por parte dos parlamentares eram a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), ausente por causa de saúde, e Sonia Guajajara (Povos Indígenas).

No caso delas, porém, a culpa seria da Casa Civil.