O PT não esperava para ontem, quarta-feira (21), a redução da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. O que mais frustrou, no entanto, foi o tom da ata que comunicou a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano, que não indicou nenhuma redução nos próximos meses, mesmo após o avanço do arcabouço fiscal no Congresso.

O governo começou nos últimos dias a orientar parlamentares da base aliada a marcar audiências com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, para tratar do tema. Até o momento, o maior interlocutor do Palácio do Planalto com Campos Neto era o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo agora quer aumentar.

Enquanto nas redes sociais crescerão os pedidos de demissão do presidente do BC, nos bastidores, com o tom mais moderado, os petistas buscarão uma interlocução para aumentar a pressão. Publicamente, o termo usado contra Campos Neto é “sabotagem”.

O governo avalia que, diferente dos primeiros meses do ano, agora conta com o apoio de setores importantes – indústria e agricultura, por exemplo – que dão peso às críticas à política do BC.