É uma vitória da primeira-dama, Janja Lula da Silva, a decisão de Lula de deixar Polícia Federal e GSI dividirem o trabalho de garantir sua segurança, do vice, Geraldo Alckmin e de suas famílias. O ato encerra uma disputa entre as instituições que vinha desde o ano passado.

Como informou o Bastidor, o general Amaro, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, levaria a proposta de integrar o trabalho com a PF. Ele pediu que a coordenação ficasse com o GSI.

Amaro, porém, defendia que os agentes da PF ficassem subordinados aos militares do GSI. A ideia foi rejeitada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino (Justiça). Lula concordou. Segundo seus auxiliares, ele disse que não há subordinação entre as instituições.

Janja, que era uma das defensoras de que a segurança do presidente continuasse com a Polícia Federal, conseguiu outra vitória. O contato mais próximo com a família presidencial e a do vice ficará com os agentes civis. A PF deve criar uma divisão exclusiva para o trabalho.

O prazo para o fim da existência da Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República, criada após o 8 de janeiro, se encerra sexta-feira (30).