Parlamentares da base do governo que integram a CPMI do 8 de janeiro avaliam que documentos secretos complicam a situação do governo do Distrito Federal, da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar.

Nos ofícios, há relatos de que a PM ignorou os alertas sobre a chegada de dezenas de ônibus com bolsonaristas nos dias anteriores à invasão e relativizou o pedido da Polícia Federal para evitar que os golpistas chegassem à Esplanada dos Ministérios. Novas imagens mostram o avanço dos manifestantes sobre as sedes dos Três Poderes sem atuação da corporação. Nas gravações, aparecem agentes da Força Nacional tentando conter a multidão.

Os documentos vão embasar novos pedidos de convocação, de acordo com o roteiro cronológico estabelecido pela direção da CPMI. Na próxima terça-feira (4), os deputados e senadores ouvem o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A base do governo vai explorar as mensagens encontradas no celular do militar, que guardava em seu telefone uma minuta de golpe, que sugeria uma GLO (Garantia de Lei e da Ordem). No aparelho também há diálogos de Cid com outros militares que instigavam uma ação que impedisse Lula de assumir a presidência.

Para a sessão da próxima terça, a base governista tem três perguntas prontas para Cid: em que pé estava o planejamento da GLO, por que não foi adiante e se Bolsonaro tinha conhecimento da articulação.