Auxiliares alertaram o presidente Lula para o risco de indicar o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, para a Procuradoria-Geral da República, no lugar de Augusto Aras. Preferido dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Gonet é tido como um dos mais bem-cotados para o cargo.

Foi um chamado de atenção para a proximidade de Gonet com os ministros do Supremo. Petistas acham que, numa eventual crise, o futuro PGR poderia acumular superpoderes, já que eventualmente se alinharia a Mendes e a Moraes.

Mesmo sendo Gonet o algoz de Jair Bolsonaro na ação do PDT que o tornou inelegível, ninguém no PT esquece do Mensalão e da Lava Jato. Na política, tudo é circunstancial, diz um petista ao Bastidor. Na época, os PGRs escolhidos por Lula —a partir de uma lista tríplice— não pouparam figuras relevantes do governo e do partido, inclusive o próprio Lula.

A avaliação é que, se Lula pretende escolher alguém que não seja da lista do Ministério Público, seria melhor selecionar alguém que não veja os ministros do STF como seus padrinhos políticos, como pode ser o caso de Gonet.