Com os apoio do presidente Lula e da primeira-dama, Janja, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, só não será candidata à disputa por uma vaga no Senado, em caso de cassação de Sergio Moro (União Brasil-PR), se não quiser.

Moro é processado por abuso de poder econômico e caixa 2 durante a campanha de 2022. Caso seja condenado pela Justiça Eleitoral, haverá uma eleição suplementar para preencher a vaga.

Como mostrou o Bastidor, Gleisi já se movimenta. Os outros postulantes – Zeca Dirceu, Requião Filho e o seu pai, Roberto Requião – não contam com a mesma força no partido. Além de Gleisi ser a presidente nacional, seu ex-assessor, Arilson Maroldi Chiorato, comanda a legenda no Paraná.

Ao Bastidor, os concorrentes de Gleisi disseram que vão insistir na disputa. A manutenção das pré-candidaturas visa negociações futuras, como candidaturas do PT à prefeitura de Curitiba em 2024 e ao governo do estado em 2026.

Há, ainda, a busca por mais espaço de petistas do Paraná na administração federal. Roberto Requião, por exemplo, não foi contemplado com nenhum cargo no governo Lula. Ao PT do estado foi destinado o comando da Itaipu Binacional, com Enio Verri.