Ao final de uma reunião com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para a relatoria da reforma tributária.

Segundo fontes da articulação política, Lula e seu líder no Senado, Jaques Wagner, preferiam o senador Otto Alencar (PSD-BA). Por ser da Bahia e um aliado antigo, Otto não teria dificuldade para retomar no texto os incentivos fiscais para montadoras de carros no Norte e Nordeste. A derrota neste ponto deixou o presidente contrariado.

Eduardo Braga (MDB-AM) sempre foi uma das opções. Está na base do governo, esteve na ala do MDB que defendeu a candidatura de Lula desde o primeiro momento, e aceitou compor, abrindo mão de cargos, para atender ao governo. Dar-lhe a relatoria com relevância era algo que passava pela articulação do Palácio do Planalto.

Segundo interlocutores de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o União Brasil estava fazendo pressão para que um dos seus senadores assumisse a relatoria – tanto Davi Alcolumbre (União-AP) como Efraim Filho (União-PB) estavam interessados.

O problema dos dois é que, para articuladores, Alcolumbre já conseguiu demais do governo (dois ministérios) e Efraim não é de confiança. A insistência do União Brasil por protagonismo incomoda a articulação do governo.