Deputados do PT já admitem a possibilidade de o partido ceder o ministério do Desenvolvimento Social, comandado por Wellington Dias, a algum potencial aliado do Centrão.
O discurso de que a pasta do Bolsa Família é fundamental para o futuro político do partido foi deixado de lado, a partir da necessidade do governo de formar uma base mais confiável no Congresso.
“O Bolsa Família é uma marca já vinculada a Lula, independente do ministro”, disse ao Bastidor um deputado do PT na quarta-feira (12). No fim de 2022, quando o presidente ainda definia seus ministros, a pasta de Desenvolvimento Social foi negada a Simone Tebet (MDB) justamente com o argumento que hoje é relativizado.
Na sexta-feira (7), após a Câmara aprovar a reforma tributária e o projeto de lei que reestabelece o voto de qualidade do Carf, lideranças do Centrão foram ao Palácio do Alvorada se encontrar com Lula e cobrar a fatura.
No encontro, reforçaram o desejo de mais espaço e a necessidade de uma reforma ministerial capaz de atender potenciais aliados: o PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira, e o Republicanos. Ambos dizem que são independentes. A conversa também contou com partidos que já ocupam cargo no governo: União Brasil e PSD.
Em caso de mudança no ministério do Desenvolvimento Social, ninguém ainda arrisca qual será o destino de Dias: se vai para o Senado, onde foi eleito, ou assume outro posto na Esplanada. O que se sabe é que, se o ministério for dado ao PP, o escolhido será o deputado federal André Fufuca, próximo de Lira.

